Valinhos alerta para interrupções no fornecimento de água mesmo após rodízio | Campinas e Região


A situação ocorre, de acordo com o departamento, porque as barragens municipais usadas para captação de água atingiram níveis ainda mais básicos do que os que já vinham sendo registrados. Veja índices abaixo.

Diante da possibilidade de intermitências, O Daev informou que se estrutura para fazer com que a água deva voltar aos imóveis no pós-rodízio a partir das 4 horas da madrugada. Como não é imediato a chegada do recurso no cavalete, o esforço será feito para que a água chegue dentro das 24 horas seguintes.

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"Diante da falta de água para abastecer, o abastecimento aos imóveis não mais se elevar de forma ininterrupta durante as 24 horas corridas, podendo chegar em períodos espaçados dos dias, conforme disponibilidade para distribuição", reforçou o Daev em nota.

Situação crítica das barragens

A barragem João Antunes dos Santos, que há semanas operava com 5% da capacidade total, chegou a 0% da operação. Nas barragens das Figueiras e na Moinho Velho, os percentuais de reserva estão em 5% e 2%, respectivamente. A Santana dos Cuiabanos está em 43%.

"Os níveis alarmantes das represas municipais levaram a autarquia municipal a ter que suspensório a captação de água das barragens Moinho Velho, das Figueiras e João Antunes durante essa semana, justamente por não haver mais condições para um recurso bruto. E isso quer dizer que uma cidade perdeu 38,7% de sua capacidade de fornecimento de água. Contamos agora com apenas 61,3% de nossa disponibilidade hídrica de captação para atender toda a população de Valinhos ”, informou em nota a prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara.

Diante da situação registrada em Valinhos, o município prepara um decreto de situação de emergência hídrica. A publicação do texto, que era prevista para quinta-feira (23), foi adiada para esta sexta (24).

De acordo com a prefeitura, o decreto deve vigorar por 60 dias a partir da publicação de dados e pode ter o prazo alterado conforme a situação dos fatos. A medida permite que a administração pública contrate serviços e produtos com menos burocracia.

Além do decreto, a cidade deve instituir um comitê gestor da crise, que terá uma missão de buscar soluções e alternativas intermunicipais para o enfrentamento da estiagem. O grupo será composto por membros do alto escalão do Executivo, além de técnicos e profissionais do Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (Daev).



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