Tatuadores de Campinas celebram exposição no Louvre: 'Ocupando espaços depois da tatuagem ser vista como algo errado por anos' | Campinas e Região


Dois tatuadores de Campinas (SP) participaram de uma exposição no Carrousel du Louvre, em Paris, no último final de semana. Os artistas Jessica Damasceno, de 30 anos, e Djalma Sforza, de 35, relataram ao g1 a trajetória pessoal e profissional que trilharam até chegar ao museu mais famoso do mundo. Leia os relatos abaixo.

A exposição "Unveil" foi organizada pela artista plástica brasileira Patrícia Evangelista e fez parte da Art Shopping, feira internacional feita para aproximar artistas de todo o mundo de consumidores finais. Jessica e Djalma fizeram criações exclusivas, que conhecidas expostas por dois dias.

Além do Carrousel du Louvre, as obras dos tatuadores também foram exibidas em uma exposição em Londres no mês de setembro.

'Dentro dos olhos', obra de tatuadora de Campinas (SP) que foi exposta no Carrousel du Louvre – Foto: Jessica Damasceno / Arquivo Pessoal

A obra criada por Jessica Damasceno é o quadro "Dentro dos olhos". A tatuadora, que mora há 15 anos em Campinas, conta que inclui o convite para participar da exposição vindo de Patrícia, que, além de organizadora do evento, foi sua professora na infância.

"Foi maravilhoso. O mais legal foi que eu pude convidar outros artistas que também são tatuadores. Depois da tatuagem ser vista como algo errado por anos, a gente ocupar um espaço como esse é muito importante", celebra.

Apesar do resultado final digno do Louvre, Jessica compartilha que a criação e criação da pintura não foram fáceis. Foram restritos três até chegar ao trabalho exposto.

"Muitos veem as artes e pensam que é lindo, que é dom, mas por trás disso, rolou todo aquele peso de você pintar uma obra para estar lá", diz.

A tatuadora conta que trazer pretende o quadro que foi exposto no Carrousel do Louvre de volta para o Brasil e ilustrado-lo à venda. Atualmente a pintura ainda está em Londres.

Obra de arte da vida real

Antes de expor no museu mais famoso do mundo, Jessica começou a trajetória como artistas pintando panos de prato para a escola da irmã, que tem Síndrome de Down, como uma forma de ajudar a instituição a arrecadas fundos. A boa ação recompensou a artista, que descobriu a paixão que tem por pintura em tela.

Anos depois, a tatuadora deixada Uberlândia (MG), se mudou para Campinas e vendeu sua primeira obra.

"Em 2012, eu pintei e vendi minha primeira tela. Não tinha dinheiro nem para comer. Tinha R $ 300 e comprei tela, tinta e pincel. Foi quando pude ver que era possível viver de arte", conta.

Aos 22 anos, Jessica fez um curso de tatuadora com o artista Alex Marins, que também participou da exposição no Louvre. Todos os anos, um artista vai a Barcelona, ​​na Espanha, para fazer tatuagens em um estúdio local.

Obra exposta por Djalma Sforza, tatuador campineiro, em exposição no Carrousel du Louvre – Foto: Djalma Sforza / Arquivo Pessoal

O artista Djalma Sforza nasceu e nasceu em Campinas e é tatuador há 10 anos. Ele conta que a oportunidade de participar da exposição veio da indicação de Jessica e do convite da organizadora, Patrícia.

O tatuador apresentação no evento a obra realista "A realidade da ilusão", feita com técnica paste seco. A obra apresenta um jogo de ilusão no desenho. Há um movimento nos olhos e no nariz da obra para intrigar o público, como explica Djalma. Ainda segundo o artista, participar da exposição foi uma emoção imensa.

“Me deu muita força para continuar e ver que todo esforço, todo estudo e dedicação realmente valeu a pena. Só me revelado que eu estou no caminho certo, então, daqui para frente, eu vou dobrar essa meta ”, diz.

“O principal estava lá, que era a arte e o meu nome”, pondera.

Djalma mostra obra exposta no Carrousel du Louvre, em Paris – Foto: Djalma Sforza / Arquivo Pessoal

'Se alguém é capaz, também sou'

A história do artista com o museu surgiu muito antes de a exposição acontecer. Djalma conta que há dois anos, quando conheceu o Louvre, se sentiu encantado pelo lugar.

"Estar lá dentro, daquelas obras dos grandes mestres … eu ficava olhando aquilo e pensando que, se um ser humano é capaz, eu também sou. Por outro lado, você vê aquilo tão distante", lembra.

O tatuador conta que a trajetória como artista começou dentro de casa. O pai, que também é artista e desenha, o inspira desde a infância.

Já na adolescência, o artista começou a fazer grafites de rua. Aos 25 anos, iniciou a trajetória na tatuagem e, desde então, já iniciada para tatuar em países como Portugal, França, Holanda e Espanha.

Questionado sobre o que pretende fazer com a obra e quais são seus planos para o futuro, o artista revelação que ainda está avaliando como opções.

“Eu penso em trazer uma obra de volta, porém, acho interessante deixar na galeria da Patrícia em Londres. Ainda não tomei essa decisão. Estou em dúvida, porque tem um valor. Vamos aguardar ”, diz.

* sob supervisão de Bárbara Brambila.

Exposição aconteceu entre o dia 22 e 24 de outubro, no Carrousel du Louvre – Foto: Djalma Sforza / Arquivo Pessoal

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