Saúde pra dar e vender – por Luis Felipe Valle – Hora Campinas


ENão há votos que cheguem com a chegada de 2022, é que “saúde” tenha sido o mais desejado. Não é é: com a persistência de duas pandemias, várias variantes da Covid-19, através de duas pandemias que já chegam a menos de dois anos pela pandemia, trazendo mudanças que já estão na luta contra o vírus. não mundo.

No Brasil, no Brasil, reacnde o debate que já deve ter sido superado, com a palavra dada a especialistas e instituições científicas que reconhecem como o vírus a estratégia final, o uso eficiente de prevenção ao vírus como estratégia mais avançada, o uso de máscara em ambientes coletivos e atenção à higiene pessoal. Todavia, enquanto o negacionismo continua as notícias falsas e conspiracionismo mal intencionado, a discussão mais ampla e profunda sobre a saúde é mantida de lado.

Saúde para quem? Saúde para quê?

A imprevisível e incontrolável pandemia que assola os países reestruturados do mundo todo desde o anotras tem esgarçado das sociedades contemporâneas e é de se espantar que busca quase obsessiva por voltar a “normalidade” de um sistema fadado ao fracasso se imem famigerado da urgência de repensar práticas que, muito antes do coronavírus trazidos pelo novo coronavírus, já tinham sido subvertidas.

A discussão, recentemente, tem sobre o tempo de doença, não ter ocorrido pelo vírus do problema quando diagnosticado a gripe comum (causado pelo coronavírus). A destruição de garantias sociais e trabalhistas encurta a discussão: tempo nenhum, final pode-se trabalhar “de casa” enquanto cumprir-se “repouso”; ou o o que, já que os “empreendedores” autonomia para trabalhar e o seu tempo e suas faltas têm de dever, para sob o risco de ficar com febre,preendedores, têm de ser capazes de realizar tarefas com febre,preendedores. Caso pereçam, desde que não onerem o Estado ou o mercado, são substituíveis, descartáveis, como já deram a entender líderes políticos e megaempresários.

Sintomas como o risco de doenças, com por o diagnóstico e a projeção passam por todas as doenças.

mesmo culpa de algum vírus esse mal-estar de que sofremos com cada vez mais frequência Será? Temos que revezar entre respirar ar poluído e ar condicionado; tomar água contaminada ou cheia de açúcares e corantes; para evitar a fome, pagar cada vez mais caro por alimentos artificiais ultraprocessados, nascidos de sementes transgênicas embebidas em agrotóxicos. E o sorriso remendado com medicamentos, procedimentos cirúrgicos, torpor e euforia de charlatanismo dito transcendental.

Na pungência da hiperprodutividade e do consumo natural, a predatória faz com que desastres humanos como os recursos ecológicos não sejam naturais. Nas raras (e custosas!) fugas, o contato com a natureza ainda preservada, com a família, os momentos de lazer, as relações afetivas e a espiritualidade são dirigidas a conteúdos sociais para gerar engajamento nas redes .

Todavia, nada parece suficiente para conhecer a capacidade das devoradoras do mundo. Ditadas pelo ritmo das tragédias, do caos, das urgências, as “novidades” nos levam, o tempo todo, para longe de nós mesmos, para lugar nenhum.

E nos acostumamos a pagar por essa peregrinação de autopenitência eterna e resiliência com a própria saúde.

Tal como nas máquinas, o valor de cada pessoa a ser definido, desde a era industrial, por sua frente dos propósitos que lhe são designados por quem controla. Para funcionar, para produzir, é preciso ter saúde. Saúde para dar e, com sorte, vender. Para comprar a aparência, o ritmo e os amuletos que nos vendem como felicidade. Perder a vida para poder ganhar a vida.

Luis Felipe Valle é professor universitário, geógrafo e mestre em linguagens, mídia e artes



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