Qual a sua significativa? – por Thiago Pontes – Hora Campinas


Ontem me peguei recordando sobre um dos estudos do famoso filósofo grego Aristóteles, tal estudo específico em se chama “teleologia”, ou seja, o estudo da especialidade. A reflexão que irei conduzir hoje é justamente sobre esse tema! Peço que me acompanhe, por favor, eu preciso de você para que juntos venhamos a refletir sobre qual a sua adequada aqui neste mundo.

Aristóteles foi um grande pensador, foi professor particular de Alexandre, “O Grande”, especialista em retórica, em ética, em botânica, em física e tantos estudos focou na fatos das coisas. Quer um exemplo prático de tal estudo?

Peguemos então uma caneta: qual seria uma caneta de uma caneta? Uma resposta esperada e óbvia seria a escrever. Segundo Aristóteles, se usarmos uma caneta para outros fins, ela perde sua essência, ela perde a sua própria. Uma caneta sem a tinta não seria mais uma caneta, pois ela perderia sua competente: a de escrever!

Um telefone tem por formar a fazer e receber ligações em sua essência. Hoje os celulares fazem praticamente de tudo, usamo-los para tantos fins, mas nos esquecemos do básico: fazer uma ligação. Já reparou nisso? Pagamos contas, acessamos sites, vemos vídeos, escrevemos, lemos, batemos fotos, gravamos, mandamos mensagens, áudios, mas não ligamos… Segundo Aristóteles um celular sem executar a sua informática que é a de fazer ligação não seria um celular.

Segundo o pensamento grego, para todas as coisas há uma pois, segundo ele, o mundo por ele chamado de cosmos, é ordenado, tendo cada qual um posicionamento, uma função, uma forma. Até mesmo seres animados possuem uma forma, uma ave, por exemplo, tem asas e essas pessoas têm por fazer com que ela voe. Até aí, se seguirmos essa linha de raciocínio, tudo parece um tanto quanto plausível, mas e quando chegamos em nós, nos seres humanos.

Aristóteles nos deixou uma pergunta, cerca de V séculos a.C, para a qual até hoje não há uma resposta unânime e simplista. Então qual seria a tipo do ser humano, enquanto espécie? Fazer o bem? Amar? Construir uma carreira? Se doar? Passar a rasteira? Trair? Os exemplos vão ao infinito, e as respostas certamente se ampararão em estudos teológicos e éticos / históricos.

Você parou para pensar que dentre uma espécie humana, existe você ?! Isso mesmo, você aí que está lendo essa reflexão junto a mim. Qual seria a sua grave nessa vida, nessa existência (não sabendo ao certo se há outra)? Qual a sua significativa? Qual seria a sua essência? Qual seria o seu papel no mundo? Uma caneta feita para escrever, asas feitas para fazer aves voarem, seres humanos foram feitos para…? Você foi criado, veio a existir para…?

Quando se dá uma pausa para refletir sobre tal questionamento, qual a sensação que você sente? Há uma inquietação em encontrar uma resposta? Será que existe apenas uma resposta? Será que a resposta é fixa, sendo a mesma por toda a existência, ou é fluida, alternando de tempos em tempos?

São muitas as questões, perguntas quanto às respostas. Se eu pudesse dar uma opinião em particular, sugeriria que você não tenha pressa em buscar uma resposta simplista para tal questionamento, pois tal pergunta já se arrasta por cerca de 2.500 anos. Não sei se é prudente, muito menos seja uma atitude sábia, sair por aí defendendo com unhas e dentes certezas sem amparo ou base alguma.

O convite que nos fica, talvez, seja o de termos um constante foco em nós, para que, com isso possamos sempre estar fazendo um verdadeiro exame de consciência, sempre em busca da resposta, mesmo que não venhamos a encontr-la.

Filosofia (Philos Sophia) significa justamente o amante da sabedoria, aquele que a persegue, sem certeza alguma de que um dia a encontrar, o que vale é a busca, a jornada, os passos, o olhar para si. Mediante tudo o que aqui fora exposto, encerro com a indagação de viés aristotélico: qual a sua significativa?

Thiago Pontes é filósofo e neurolinguista (PNL)



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