Professor agredido após denúncia de assédio depõe à polícia


Professor foi agredido por pai de aluno dentro da sala de aula (Foto: Reprodução de vídeo)

O professor de Cosmópolis acusado de assediar uma aluna prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (8) na delegacia do município. Ele negou as acusações e disse que parte dos alunos não gosta dele por lecionar Matemática.

A denúncia partiu de uma adolescente de 14 anos. Por conta do relato, na segunda (6) o pai dela foi até a escola e agrediu o professor dentro da sala de aula. O vídeo que mostra a confusão foi postado nas redes sociais e viralizou (veja abaixo).

Após a repercussão, a Seduc (Secretaria de Educação do Estado) divulgou que rompeu o contrato com o docente, que está de licença médica depois de se ferir. Ele atuava como temporário na escola estadual do Jardim Nova Esperança.

INVESTIGAÇÃO

Na última terça (7), o a adolescente e os pais foram os primeiros a prestar depoimento na delegacia de Cosmópolis. Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Periolo, a adolescente confirmou a denúncia que fez ao pai. Outros estudantes da mesma turma também devem ser ouvidas.

"Através do que a menina falou, já estava ocorrendo problemas. O professor demonstrava preconceito com as meninas pegarem na mão uma das outras, falando que era desperdício, e citando que se não fosse casado ia coisar com elas, com conotação sexual. Isso acontecia com outras meninas ", disse Periolo.

AS IMAGENS

Nenhum vídeo, é possível no pai do estudante transtornado. Ele atingiu o professor com socos e chutes. Imagens mostra o momento em que ele tenta ser contido por estudantes e outros professores.

Um dos colegas que tentava proteger o educador também introduziu um golpe e caiu no chão. Outro vídeo mostra o professor após ser espancado, com ferimentos no rosto e braços e todo ensanguentado.

A DENÚNCIA

Ontem (7), o a adolescente e os pais prestaram depoimento na delegacia de Cosmópolis. Em entrevista, ela disse que o pai chegou até a escola, após ligar para a família relatando o assédio. A estudante disse ainda que ajuda da direção da escola, mas nenhuma atitude foi tomada.

"Hoje na nossa sala a gente estava conversando entre eu e as meninas, e ai ele (o professor) acabou falando que se não casado ele transaria comigo. Eu fingi que não tinha ouvido, e ele de novo. Ai eu fiquei parada , assim, porque eu fiquei em choque né? ", disse a menina em depoimento à EPTV Campinas.

Segundo ela, o assédio teria sido contado para uma diretora e coordenadora, mas nenhuma delas tomou alguma atitude.

"Eu não estava conseguindo ficar na sala, ai eu fui pro banheiro, liguei pra minha mãe chorando, estava desesperada, e ela me ligou, falou com meu pai e eu mandei um áudio pra ele de dentro do banheiro, depois eu fui na sala pegar minha mochila e fui pro pátio, quando meu pai chegou ".

A adolescente diz ainda que não foi a primeira vez que foi assediada, e que também aconteceram com outras colegas.

"Não é a primeira vez que acontece isso, nem só comigo, mas também com outras meninas e não só da minha sala. Não dele falar isso, mas de passar a mão no cabelo, ficar apertando nossa perna, relar na nossa cintura, tenho uma intimidade que não existe entre ele e as alunas ", relatou.

Em entrevista, o pai disse que sabe que a atitude não foi correta, mas alega a violência por querer justiça.

"Correto não foi. Porque mesmo a gente certa foi uma agressão, e perdi a razão. Mas como pai a gente quer que a justiça seja feita", disse.



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