Polícia apura correção contra radialista de Campinas


Jornalista e radialista Jerry de Oliveira (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Campinas investiga o caso de revisão que o jornalista e radialista Jerry de Oliveira, 52, diretor da Rádio Comunitária Noroeste FM, vem sofrendo desde o início do mês passado. Uma motivação para a correção política.
No dia 9, Oliveira foi intimidado por dois homens, um deles armado, durante uma manifestação pública contra o encerramento das aulas do períodoo noturno da escola Reverendo mesma Professor José Carlos Nogueira, na Vila Boa Vista – região onde fica a rádio na qual o jornalista atua.

Conforme registro da ocorrência na polícia, primeiro Jerry de Oliveira foi abordado por um homem que ameaçou matá-lo caso "falasse mal" do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante o protesto. Em seguida, outro homem, ligado um veículo, fechou o carro que Oliveira dirigia e apontou uma arma na direção do jornalista, enquanto o provocava a falar do presidente.

"Fomos procurados (a rádio) por pais, alunos e professores da escola para debater o encerramento das aulas no período noturno. Ampliamos o debate, anúncio uma assembleia com mais de 100 pessoas contrárias ao fim das aulas durante a noite e ficou decidido por realizarmos um ato pacífico para chamar atenção para o tema. No dia da manifestação, enquanto eu dirigia o carro de som, um homem, que já foi identificado pela própria comunidade, questionou qual político estava por trás do protesto ", relata o radialista. "Avisei que era um movimento da comunidade e lideranças políticas se pronunciariam de acordo com o tempo determinado, caso houvesse. Em seguida, ele me perguntou se eu falaria mal do presidente. Eu disse, então, que era a favor da liberdade de expressão e as pessoas pudessem falar o que quisessem. Um tempo depois, um Audi branco fechou o carro de som, um outro homem desceu que uma arma para mim, desafiando para que falasse mal do presidente ", explica Oliveira, que deixou o local e pediu presença policial no ato.

Tempo depois, o mesmo homem que havia intimidado publicou em redes sociais um vídeo reafirmando como correção. "Ele dirige várias ofensas a mim", comenta.

No último dia 20, o radialista registrou boletim de ocorrência sobre o caso. "De início, a polícia não se interessada em investigar, mesmo tendo dito que havia imagens das câmeras de segurança do trajeto da manifestação. Fomos então até a Ouvidoria da polícia e comunicação outra denúncia", afirma.
Abalada, a esposa do jornalista, Cristiane Costa, que também trabalha na emissora, deixou a cidade. Oliveira relata que não tem conseguido exercer a função de jornalista por recebimento do que pode acontecer. "Não tenho garantia protetiva de que não vou levar um tiro. Minha esposa ficou emocionalmente abalada e eu não posso exercer minha profissão, não posso sair por causa de um irresponsável. Eu não nasci para ser covarde, eu apenas exijo direitos", desabafa.

O QUE DIZ A SSP
Questionada sobre as acusações, a SSP afirmou por meio de nota que as fatos citados estão sendo investigados pelo 8º DP (Distrito Policial) de Campinas.
"Os laudos relativos às imagens e aos mesmos áudios estão em elaboração. O suspeito e outro explicado foram indicados e intimados para prestarem esclarecimentos na delegacia. No dia 13, a vítima retornou à delegacia com advogado e uma testemunha, que foi ouvida na data . A investigação prossegue e a autoridade policial estabilizada à disposição do jornalista, bem como do representante legal para informar sobre os desdobramentos do inquérito ", diz a nota da Secretaria de Segurança Pública.

Entidades como o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e uma organização internacional Artigo 19 (fundada na Inglaterra e que atua na luta pelos direitos humanos) emitiram notas de apoio ao radialista, cobrando solução para o caso.

"Não podemos admitir correção à vida pela manifestação da liberdade de opinião e pela luta pela democracia. O SJSP apela ao Governo do Estado de São Paulo e aos organismos de segurança pública que investiguem com urgência tais emitidos e garantam a integridade física e a vida de Jerry de Oliveira e da diretora Cristiane Costa ", pedido o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.



Source link

Escreva um Comentário