PCJ emite alerta para cidades da região com falta d'água ou risco de desabastecimento | Campinas e Região


Três cidades da área de cobertura do g1 Campinas enfrentam falta d'água ou correm risco de desabastecimento do líquido, aponta um levantamento divulgado pelos Comitês PCJ nesta terça-feira (21). Veja no mapa abaixo a situação de outros municípios.

O caso mais grave ocorre em Santo Antônio de Posse (SP). O município teve a situação de abastecimento abastecimento como emergencial, que ocorre quando já há necessidade de abastecimento de água aos moradores e interrupções são produzidas para pelo menos parte dos bairros.

Monte Mor (SP) e Serra Negra (SP) estão em situação de alerta – ou seja, as cidades já têm ao menos uma fonte de captação insuficiente.

Quinze cidades da área de cobertura do g1 Campinas, incluindo uma metrópole e Valinhos (SP), que adota medidas para enfrentar o período de estiagem, estão em atenção, ou seja, não têm risco de desabastecimento, mas o consumo d'água precisa ser feito com cautela.

São elas: Americana (SP), Artur Nogueira (SP), Campinas (SP), Elias Fausto (SP), Holambra (SP), Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP), Jaguariúna (SP), Louveira (SP), Mogi Mirim (SP), Paulínia (SP), Pedreira (SP), Sumaré (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP).

Mapa aponta cidades com dificuldade de abastecimento de água e risco de desabastecimento; Três estão na região de Campinas (SP) – Foto: Divulgação / Comitê PCJ

O Rio Atibaia é responsável por abastecer 95% da cidade de Campinas. Dados divulgados pelo Comitê CPJ apontam que, na primeira quinzena de setembro, a vazão estava em 9,5 metros cúbicos – a menor desde a crise hídrica de 2014, quando a vazão registrada foi de 5,3.

Os dados da vazão do Atibaia ano a ano são:

  • 2021: 9,5
  • 2020: 11,9
  • 2019: 13,4
  • 2018: 11,2
  • 2017: 9,6
  • 2016: 12,2
  • 2015: 18,1
  • 2014: 5,3
  • 2013: 12,1

Cantareira: boas notícias e cautela

Se durante a crise hídrica de 2014 o Sistema Cantareira registrou índice negativo de – 9,7% no volume útil de água armazenada, neste ano, a porcentagem está em 34,6%.

Apesar de positiva, a quantidade precisa ser usada com cautela, alerta o coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento do PCJ, Alexandre Vilella.

"Nas Bacias PCJ, nós temos mais de 40 municípios que não se abastecem das grandes calhas do Cantareira. (…) Hoje, o rio opera na casa dos 33%, que é uma água suficiente para a gente atravesse essa estiagem até o final do ano, mas ficamos muito dependente das chuvas do ano que vem ", pontua Vilella.



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