Motoboy atropelado em Campinas após briga briga de recebimento alta do HC após 12 dias internado | Campinas e Região


O entregador Rafael Fagnani Ferraz, atropelado após uma briga de trânsito no Taquaral, em Campinas (SP), indique alta do Hospital de Clínicas da Unicamp (HC) no início da noite desta sexta-feira (3), após permanecer 12 dias internado. O caso ocorrido em 21 de novembro e a Polícia Civil já pediu as prisões preventivas de pai e filho afetado na confusão, e caso está sob análise do Ministério Público.

Ferraz, de 36 anos, sofreu fraturas nos braços, em uma das pernas e perdeu sete dentes. A expectativa é que ele deixe o hospital ainda na noite desta sexta, segundo apurou a EPTV, afiliada da TV Globo.

Rafael, de 37 anos, ficou internado no HC da Unicamp – Foto: Arquivo pessoal / Priscila Ferraz

O pai de Thiago, Fabiano Nicolini, e outro motoboy formar a briga após Fabiano, que dirigia uma Mitsubishi Pajero, fechar dois motociclistas e ser seguido pelos pilotos. Pai e filho estão foragidos – veja abaixo o que diz a defesa deles.

Segundo a Polícia Civil, o início da confusão foi em uma rotatória no Taquaral. De acordo com os depoimentos, o motorista da Pajero, Fabiano Nicolini, fechou o caminho de dois motociclistas.

Um dos condutores, que não teve o nome revelado pela polícia, teria ficado irritado e decidiu tomar satisfações ao seguir o carro pela Avenida Almeida Garret. Ele emparelhou com um Pajero e os dois distribuem um discutir.

Durante a discussão, ambos se xingam e o motoboy arremessa o capacete no motorista da Pajero. Os dois continuam a briga e o motorista passa a perseguir o motoboy.

Em seguida, acerta a moto na calçada, xinga várias vezes o motoboy e parte pra cima da moto de novo, destruindo a frente do próprio carro. Ele ainda bate em um poste e dá ré antes de sair do carro, quando os dois tornam a brigar.

Motorista atropela motoboy em briga no trânsito de Campinas – Foto: Reprodução / Fantástico

Neste momento, outras pessoas se aproximam, entre eles o motoboy Wagner Sperancini. "Eu vinha subindo pra poder fazer uma entrega, onde me deparei com a moto do primeiro motoboy no chão. Ali eu não sabia o que tinha acontecido. Porém, eu imagino que, um acidente de trânsito. E mais pra frente eu vi o carro branco se evadindo do local ".

Sperancini passa a perseguir a Pajero, e o motorista dirige para casa, a cerca de 600 metros do local original da briga. No entanto, não consegue entrar na residência e passa a buzinar diversas vezes.

Segundo o delegado do 4º Distrito Policial, Antonio Toshio Nishida, depois que Nicolini buzina e deixa a casa, dois filhos e a mãe dele entram na Toyota Hilux.

"Quando ele deixa o local da residência, os familiares ingressam na caminhonete Hilux, dentre os filhos os filhos e a mãe do condutor da Pajero, e passam a procurá-lo pela via pública", disse Nishida.

Uma imagem mostra um Pajero de Fabiano Nicolini com uma frente danificada e uma caminhonete Hilux, dirigido pelo filho, pouco atrás. Uma moto passa quase junto e, um pouco mais atrás, outros três motoboys.

Uma caminhonete Hilyx dá ré, quase acerta duas motos, bate em carros estacionados e segue em frente. "Foi por misericórdia mesmo que eu consegui me evadir, tirei a minha moto na hora ali, ele colidiu no carro parado, ele arrancou a árvore, ele bateu no muro", afirma o motoboy Wagner Sperancini.

Perto da moto de Sperancini estava outro motoboy, Rafael Fagnani Ferraz. Ele virou em uma rua, mas a Hilux o seguiu e acertou em cheio.

A esposa de Ferraz afirma que o entregador passou no local errado na hora errada. "Ele estava indo fazer a entrega dele porque a entrega era determinada local. Então ele estava descendo por acaso, no local errado na hora errada", disse a dona de casa Priscila Ferraz.

Na quarta-feira, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou que a Polícia Civil relatou a investigação à Justiça e pediu as prisões preventivas de Thiago e Fabiano Nicolini.

"O 4º DP de Campinas identificou os autores do crime e indiciou um dos motoristas pelos crimes de tentativa de homicídio, dano qualificado e perigosa, e o outro por homicídio qualificado tentado, homicídio simples tentado, e ambos por direção perigosa e condução de veículos automotores sem habilitação ", diz a nota da SSP.

Com a conclusão da investigação, o Ministério Público avalia se mantém o entendimento da polícia e se oferece ou não denúncia à Justiça.

Advogado afirma que houve acidente

A defesa de pai e filho alega que a hipótese do delegado "não irá persistir ao contraditório em um eventual processo criminal". Para o advogado Cláudio Dalledone Júnior, o atropelamento foi acidental. "Ele vai mais à frente, desembarca da motocicleta e faz uma menção, sem sentido do Thiago, como se instalou armado. Thiago vai pra cima desse motoboy, acaba tirando uma fina, e essa fina acaba desencadeando um acidente (…) Foi um acidente, não queria atentar contra a vida do motoboy. "

Sobre o pedido de prisão preventiva dos clientes, o advogado destacou que estranha a solicitação, uma vez que ambos se colocaram à disposição dos investigadores, e têm residência fixa. Além disso, alegou que Fabiano foi ameaçado por grupos de motociclistas desde que o caso ocorreu.

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