Mortes por câncer de próstata aumentam em Campinas e urologista reforça importância do exame preventivo | Campinas e Região


O número de mortes por câncer de próstata em Campinas (SP) cresceu 9% em 2020, segundo os dados do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa). Foram 85 óbitos de campineiros pela doença no ano passado contra 78 em 2019.

O assunto é ainda mais debatido em novembro, mês que é marcado mundialmente pelo combate à doença. Segundo o urologista Fábio Tadeu Ferreira, o aumento da mortalidade em Campinas pode ter relação com a resistência de homens em fazer o exame diagnóstico do câncer.

"Infelizmente ainda existe um certo preconceito, um certo recebio dos homens, da população masculina, em procurar esse exame preventivo. Uma vez que eles não sentem nada boletins, eles não se sentem na obrigação de procurar o médico para fazer a prevenção", afirma o médico.

Campinas registrou alta nas mortes por câncer de próstata em 2020 – Foto: Reprodução / EPTV

O preconceito é ainda mais infeliz quando se analisa a alta taxa de cura dos tumores de próstata. Segundo o médico, 95% dos casos evoluem para controle ou cura quando tratado formal e precoce.

"Isso é muito impactante. São poucos tumores, poucos cânceres que têm essa taxa de resolução", afirma Ferreira.

Em 2020, Campinas registrou 14,4 mortes por câncer de próstata a cada 100 mil homens. Já em 2019, o índice foi de 13,2. O ano de 2018 foi o que teve a maior mortalidade desde 2012, com 15 mortes a cada 100 mil e 87 no total absoluto.

"Mais uma vez, tudo começa no exame preventivo. Como é uma doença assintomática de início, o paciente não vai ter nenhuma queixa específica na próstata em si. Então o fato de ele procurar um médico urologista periodicamente mesmo não sentindo nada é fundamental para esse diagnóstico ", completou o médico.

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