Média de casos de Covid sobe 130% após festas de fim de ano nas regiões de Campinas e Piracicaba | Campinas e Região


A média móvel de novos casos de Covid-19 saltou 130,2% entre os dias 18 de dezembro do ano passado e 1º de janeiro de 2022 nas cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP). Para especialistas, trata-se de um reflexo das festas de fim de ano e da possível chegada da variante ômicron, que tem potencial de transmissibilidade maior.

No dia 18 de dezembro, a média móvel era de 69,1 casos. Já em 25 de dezembro, passou para 101,4 casos e, no dia 1º de janeiro deste ano, chegou a 159,1.

O levantamento foi realizado pela central de apuração da EPTV nas 49 cidades da área de cobertura do g1 Campinas e fazer g1 Piracicaba. Os dados são checados diretamente com as prefeituras, o que reduz a chance de refletir o represamento envio pelo ataque hacker nos sistemas do Ministério da Saúde.

Para o médico patologista Alex Galoro, que atua em um laboratório de testes de Campinas, a alta tem relação tanto com as festas de fim de ano quanto com uma possível chegada da variante ômicron. Um caso da nova cepa foi confirmado pela Prefeitura de Piracicaba nesta segunda.

"Tanto as festas de final de ano como, provavelmente, a entrada em circulação da nova variante, um ômicron, que tem características nos estudos que tem transmissibilidade maior", disse o médico.

Segundo ele, o laboratório onde atua viveu na prática a explosão de casos. "Da primeira semana até a última semana de dezembro teve um crescimento de três vezes nenhum número de testes realizados e uma positividade que era de 2% na primeira semana chegou 23% agora na última semana entre o Natal e Ano Novo".

Homem faz teste de RT-PCR – Foto: Indranil Mukherjee / AFP

Casos devem continuar em alta

Epidemiologista da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, André Ribas afirma que os casos vão continuar em alta pelas próximas semanas, ainda como reflexo das festas.

"O resultado pleno dessa situação que aconteceu agora no final do ano vai aparecer em torno de 15 a 20 dias depois, então nas próximas semanas a gente vai ver o resultado disso", informou.

"Foi o primeiro natal da pandemia e réveillon, principalmente, onde as pessoas já estavam bem desprotegidas e relaxadas. E isso, com certeza somado ao fato de que a gente está com a ômicron, que é uma linhagem que consegue ter algum nível de escape vacinal e alta transmissibilidade, a gente deve observar uma piora na situação epidemiológica, principalmente no número de casos ".

Ribas espera que o número de mortes também suba, mas em percentual menor. "O número de mortes deve aumentar, mas não de maneira tão aguda como foi no período de março e abril (de 2021). No momento, nós temos grande parte da população já vacinada", afirma.

Na contramão da média móvel de novos casos, a morte segue em queda nas 49 cidades. Segundo o levantamento, em 18 de dezembro o índice era de 2,4 mortes, enquanto que em 1º de janeiro caiu para 0,4 – redução de 83,3%.

Máscaras PFF2 e vacinação de crianças

O epidemiologista reforça a necessidade das pessoas, principalmente as idosas e quem tem comorbidades (doenças pré-existentes) ou são imunossuprimidos, usarem máscaras reforçadas e à prova de aerossóis.

Os modelos, chamados de PFF2, também são conhecidos como N95. Além disso, Ribas afirma que os pais devem levar as crianças para receber vacina assim que ela estiver disponível.

"Se proteger, evitar espaços com aglomeração de pessoas e espaços fechados", completa o médico.

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