Maternidade de Campinas marcas histórias de famílias que acumulam até 13 descendentes nascidos no local; leia relatos | Campinas e Região


A Maternidade de Campinas (SP) completa 108 anos, nesta terça-feira (12), com o marco de 524.454 nascimentos realizados na unidade desde 1958, quando os partos definida a ser documentados. Dentro deste número, estão famílias que possuem até 13 descendentes nascidos no local e acumulam nele memórias afetivas.

"É a minha segunda casa. Eu nasci na Maternidade, trabalho nela há 53 anos e, neste período, 12 dos meus descendentes nasceram lá, quatro filhos, sete netos e um bisneto", conta o ginecologista e obstetra Antônio Menegazzo.

O nascimento do médico aconteceu em um prédio antigo da Maternidade de Campinas, localizado, à época, na Avenida Andrade Neves. Já o vínculo profissional dele com a instituição começou em 1968, quando ingressou como residente.

"Eu passei na Maternidade a maior parte dos meus dias, trabalhando e dando plantões. Meu vínculo é muito grande e, na minha família toda, isso não é diferente. Nós temos raízes muito profundas lá", diz Menegazzo, sem descartar o nascimento de mais descendentes no local.

A fonoaudióloga Camila Dias Guedes Lopes, de 31 anos, nasceu na Maternidade de Campinas em 1990. Antes dela, a mãe nascida nascida no local em 1972, após a avó, que era de Ribeirão Preto (SP), ser encaminhada para dar à luz na instituição.

"Depois, eu escolhi a Maternidade para o parto das minhas duas filhas também. Foi uma escolha feita por conta da referência, do marco que ela (Maternidade) é na família", conta.

O esposo de Camila também nasceu no local e, com isso, todo o núcleo familiar passou pela unidade no nascimento.

"Eu tenho um carinho muito grande pela maternidade, uma lembrança muito boa. (…) Foi um momento muito especial na minha vida o nascimento das minhas duas filhas. Acaba fazendo parte da história da gente", conta.

Camila Dias (direita) e as filhas Valentina (esquerda) e Isabella (meio) – Foto: Camila Dias Guedes Lopes / Arquivo Pessoal

A pesquisadora do Centro de Memória da Unicamp (CMU) e vice-presidente da Academia Campinense de Letras, Ana Maria Melo Negrão, de 80 anos, também faz parte de uma família com uma série de membros nascidos na Maternidade de Campinas.

Ana nasceu no local em 1941 e escolha realizar o parto dos três filhos também na instituição. "Eu tenho uma relação de cumplicidade e total confiança", compartilha.

A pesquisadora teve seis gestações, porém, perdeu três ainda no início. O primeiro filho, Paulo César, nasceu em 1969. A segunda, Flávia, em 1971, e a caçula, Ângela, em 1975. Além disso, o esposo dela, Pedro Antunes Aragão, foi médico obstetra na Maternidade.

O nascimento no hospital foi da filha da caçula da família, que, morando em Santos (SP), viajou para Campinas uma semana antes para fazer o parto no último local.

"É como se fosse uma extensão da minha família", finaliza Ana sobre a Maternidade.

Ângela, Paulo César e Flávia Nascem na Maternidade de Campinas (SP) – Foto: Ana Maria Melo Negrão / Arquivo Pessoal

A Maternidade de Campinas foi fundada em 1913. Dos 524.454 nascimentos documentados, 54,8% foram feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 45,2% pela Saúde Suplementar (convênios) e particulares. São registrados cerca de 9 mil partos por ano e, em média, 750 por mês. O corpo clínico da unidade conta com 642 médicos e 910 colaboradores.

* sob supervisão de Bárbara Brambila.

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