Encontro de palhaçaria terá última apresentação neste domingo em Campinas


Finalmente juntas, viva! A frase na placa encerra hoje o Encontro Internacional de Mulheres Palhaças, que acontece anualmente em São Paulo, mas este ano, em sua sétima edição, terá o encerramento transmitido do Circalonna, em Barão Geraldo. Será a primeira apresentação presencial depois da pandemia e vai reunir oito palhaças de Campinas com transmissão ao vivo. Nesse evento elas revelam a alegria do reencontro com o público – depois de 20 meses de isolamento social – e comemoram os 25 anos de três palhaças (duas de Campinas).

A Circalonna, espaço aberto há apenas um mês na Vila Santa Isabel, em Barão Geraldo, fará parte da programação nesta tarde, realizando uma extensão online do evento. Às 16h entram em cena as palhaças de Campinas para apresentar – com a montagem Cabaré – seus diferentes estilos de comicidade, com a direção de Sílvia Leblon. "A palhaçaria feminina tem crescido bastante em todo o mundo e vem ocupando um espaço que antes era quase exclusivamente de homens", conta Paula Preiss, integrante do Circo da Silva e dona da Cicalonna, que fez parceria com o Teatro da Mafalda para a transmissão ao vivo de Campinas.

Na apresentação juntas estão em cena as palhaças: Lily Curcio, Ana Wuo, Naomi Silman, Reginaceli Americano, Ana Luisa Cardoso, Paula Preiss, Fernanda Jannuzzelli e Lara Prado. A montagem Cabaré é um encontro de especialistas do riso, mulheres que há muito tempo exercem o ofício e contribuem para a história da palhaçaria feminina. Elas apresentam seus números, compartilhando risadas e reflexões sobre o riso e o feminino. O nome do espaço, Circalonna, revelação sua identidade: um circo cuja dona é uma mulher e é palhaça. É como se fosse a matriarca do circo, brinca Paula Bress, a dona Circalonna da Silva. Ela tem uma lona em seu quintal, em Barão Geraldo, onde oferece aulas de música e artes integradas para crianças.

O Encontro Internacional de Mulheres Palhaças (EIMPA) surgiu diante das inquietações acerca do espaço ocupado pela mulher no universo da palhaçaria e é realizado por Andréa Macera – do Teatro Da Mafalda. Em sua 7ª edição, o festival propõe um debate sobre o tema O Riso – função e efeito com artistas nacionais e internacionais, fomentando o diálogo e a troca de saberes. Com espetáculos, mesas de debates e oficinas, o evento começou dia 9. Transmissões pelo YouTube, sem canal @teatrodamafalda.

25 anos de riso

O ano de 1996 é um dos pontos em comum entre as três mulheres homenageadas pelo evento, pois foi quando começou a trajetória das personagens palhaças Ágada, Jasmim e Mafalda. Elas ganham vida na condução das atrizes Naomi Silman (Lume), Lily Curcio (Seres de Vida) e Andrea Macera (Teatro da Mafalda), há 25 anos. Elas serão homenageadas por seu trabalho no encerramento do evento.

Naomi Silman é inglesa e inicia suas artes no país de origem. Veio para Campinas em 1997, quando sua palhaça Ágada tinha apenas um ano. Aqui se juntou ao Lume Teatro, onde está até hoje como atriz e palhaça. Embora por caminhos diferentes, Lily Curcio deu vida a Jasmim no mesmo ano, em um Retiro de Clown, do Lume. Ela fundou em Campinas o grupo Seres de Luz Teatro e se tornou uma estudiosa da palhaçaria clássica, enquanto um personagem acumulou prêmios.

Já a paulistana Andréa Macera, que dá vida à palhaça Mafalda, divulgada boa arte de seus estudos junto ao Grupo Lume – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp – e grupo Barracão Teatro. Em 2005 fundou o Teatro da Mafalda, em São Paulo, que pesquisa a elaboração artística a partir do improviso e da relação com o público através da máscara do palhaço. Ela é responsável pela coordenação do Encontro Internacional de Mulheres Palhaças.

ESPETÁCULO CIRCENSE CABARÉ

Ddomingo, 14/11, às 16h

Circalonna – R. João Pereira Lopes, 53f, Vila Santa Isabel,

Barão geraldo

Classificação livre

Lotação: 20 lugares

Ambiente arejado e uso obrigatório de máscaras

Transmissão ao vivo pelo canal @teatrodamafalda, no YouTube



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