Casos de casos de chikungunya no litoral de SP e Nordeste liga alerta da Saúde de Campinas no feriado | Campinas e Região


O crescimento de casos de chikungunya na Baixada Santista e no Nordeste ligou o alerta da Secretaria de Saúde de Campinas (SP) por conta do feriado de Finados e o aumento da movimentação de moradores ocorridos da queda nos casos e mortes por Covid-19. A doença, assim como a dengue, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Apesar de ainda não registrar transmissão importante da doença no município – são sete casos no ano -, a pasta pede que moradores que voltem de visita a esses locais locais procurem os serviços de saúde em caso de sintomas como febre e dor no corpo.

"São destinos muito procurados, principalmente agora no calor, feriado. A gente não está ainda com uma transmissão importante de chikungunya, mas Nordeste está com uma incidência alta no Brasil, Baixada Santista foram 12 mil casos em oito semanas, um muito importante" , pontua Heloisa Malavasi, coordenadora do programa de controle de arboviroses do município.

Segundo a especialista, como os sintomas da doença são inespecíficos, que podem confundir com dengue ou Covid-19, é importante que as pessoas busquem auxílio médico para diagnóstico correto, o que auxilia nas ações de combate da transmissão.

"O vírus circula dentro das pessoas, e os mosquitos estão nas cidades. Então, uma pessoa vem com o vírus, o mosquito vai picar uma pessoa, adquire esse vírus e pode passar para outras pessoas", explica Malavasi.

A médica infectologista Fabiana Romanello explica que os sintomas da chikungunya são muito parecidos com a dengue, com dor de cabeça e nos olhos, mas que uma característica predominante são as dores articulares.

"Fazer nas mãos, nos punhos, pode acontecer em articulações no joelho, e podem durar por meses. (No tratamento) a hidratação precisa ser abundante, recomendamos o repouso e analgésicos", explica.

A coordenadora do programa de controle de arboviroses de Campinas destaca que o uso de repelente pode ajudar, mas se trata mais de uma solução paliativa.

"É uma doença devastadora, pode ficar com dores incapacitantes, então é muito importante como pessoas que esses locais têm esse cuidado. Uso de repelente ajuda, mas a medida mais importante é o controle de criadouro. E quando vou para outro local que não é minha residência, estou sujeito. Fazer o uso de repelente, ficar atento aos sinais, e ao voltar, também fazer acontecer em casa, para que não tenha mosquitos que podem transmitir o vírus ", completa.

O vírus do chikungunya é transmitido através da picada do mosquito 'Aedes aegypti' – Foto: Getty via BBC

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