11 PMs de Campinas são presos por suspeita de homicídios, coação de testemunhas e fraude em locais de crime: 'desejo de liquidar pessoas' | Campinas e Região


Onze policiais militares foram presos preventivamente em Campinas (SP) suspeitos de participação em uma série de crimes, de acordo com a decisão do Tribunal de Justiça Militar do estado de São Paulo (TJM-SP), "inclusive de causar a morte de inocentes apenas com a intenção de satisfazer o desejo pessoal de liquidar pessoas, coagir testemunhas e fraudar locais de crime ".

A decisão do juiz Ronaldo João Roth resultou em uma operação da Corregedoria da corporação na terça-feira (23), e os investigadores tiveram a privação após audiência de custódia realizada na noite desta quarta. Todos os policiais investigados foram recolhidos ao Presídio Militar Romão Gomes.

"Ainda é uma fase embrionária, os automóveis estão retornando para a Corregedoria, que terá 20 dias para vencer as investigações. Depois, ela oferece um relatório sobre os fatos, o que ocorre e a efetiva participação de cada um desses policiais nas supostas empreitadas", explicou ao g1 o 2º promotor de Justiça Militar Edson Correa Batista. Segundo ele, ao menos dois homicídios elo com o grupo.

Os policiais presos, de acordo com o promotor, atuavam no 1º Batalhão de Ações Especiais (Baep) e na Força Tática do 35º Batalhão de Polícia Militar do Interior (35º BPMI).

Porém, segundo o maior André Luiz Pacheco Pereira, nenhum dos 11 policiais pertence ao 1º Baep.

"Depois da conclusão da investigação pela Corregedoria, eu avalio se ofereço a denúncia, peço o arquivamento ou posso até mesmo pedir novas diligências, se não ficar satisfeito com as provas colhidas. Os presos são dos dois batalhões", ressaltou Batista.

Um dos trechos da decisão diz que, durante a investigação, um civil, alvo de avaliar, relatou que participava de ocorrências do 1º Baep "a troco de pagamentos pelas apreensões e prisões em flagrante delito". Já em outro trecho, é citado um caso em que policiais da Força Tática "não desejavam localizar e deter o criminoso que praticou um roubo recente, mas que o monitoramento é para o localizarem com o veículo em movimento, para que a abordagem se proceda longe de testemunhas e em situação que os militares já recrutados com a 'ferramenta' em condições ".

Ao determinar a prisão preventiva dos policiais, Roth considera que ela é necessária para evitar danos às investigações. O envolvimento dos suspeitos com delitos, destaca, ocorre por meio de interceptações, pesquisas, diligências, entre outros meios públicos, e contou com parecer favorável do Ministério Público para garantir uma ordem. A periculosidade dos PMs também foi avaliada.

"Na condição de policiais militares, se afastaram de seu dever funcional, quando ameaçam, interceptam ilegalmente civis, inovam locais de crime, e se integram a grupo avesso à autoridade e à disciplina militar formado para a prática de violência contra pessoas com uso de material bélico do estado, colocando em dúvida a credibilidade da instituição Polícia Militar, além de reiteradas práticas criminosas no período investigado "destaca, um dos trechos da decisão de Roth.

O g1 não conseguiu contato com a defesa dos policiais. A assessoria da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-SP) foi procurada às 17h25 e também não se posicionou sobre o caso.

VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região



Source link

Escreva um Comentário