Violência psicológica é a mais comum entre mulheres de Campinas durante a pandemia de Covid-19, diz TJ-SP | Campinas e Região

Mulheres vítimas de violência doméstica em Campinas (SP) relataram casos de agressões psicológicas como os mais comuns durante uma pandemia de coronavírus, de acordo com um levantamento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). O balanço, do projeto online Carta de Mulheres, é de abril de 2020 até fevereiro de 2021. Segundo uma psicóloga e uma advogada ouvidas pelo G1, a principal dificuldade é saber quando o crime acontece.

O canal foi criado pelo TJ-SP em abril do ano passado para oferecer mais uma possibilidade de acolhimento às mulheres durante o período que coincide com a pandemia da Covid-19 e como medidas de isolamento social. Receber mensagens, uma equipe especializada orienta como ferido de violência ou pessoas próximas a buscarem a Justiça.

Ainda segundo o levantamento, o projeto preparado 55 relatos de moradoras da metrópole com queixas de cinco tipos diferentes de violência, divididas em 25 solicitações (uma mesma solicitação pode englobar mais de uma categoria de agressão). A violência psicológica liderou a lista com 21 reclamações. Veja os números completos:

  • Violência Psicológica: 21
  • Física: 14
  • Moral: 15
  • Patrimonial: 4
  • Sexual: 1

Ao contrário do cenário apresentado no estado, onde os atuais companheiros são os principais autores das violências, em Campinas o balanço apontou que a maioria das agressões é praticada por ex-maridos. Confira abaixo a relação:

  • Ex-marido / Ex-companheiro: 08
  • Marido / Companheiro: 07
  • Ex-namorado: 03
  • Não ceder: 03
  • Namorado: 01
  • Irmão: 01
  • Pai: 01
  • Vizinho: 01

Psicóloga Carla Béck explica como identificar casos de violência psicológica – Foto: Acervo pessoal

O que é violência psicológica?

A psicóloga Carla Béck afirmou que violência psicológica se destaque quando palavras ou comportamento acontecem repetidamente e desqualificam a autoestima de uma pessoa. De acordo com um especialista, uma repetição é essencial para configurar este tipo de agressão. “Tudo bem você falar, ter conflitos. A questão é quanto ao tempo a pessoa enfrenta este tipo de comportamento. É algo contínuo ", disse.

Para Carla, a pandemia piorou muito a situação por obrigar que as mulheres causadas pela violência doméstica ficassem confinadas e passassem muito mais tempo com os agressores do que o normal. A psicóloga ainda explicou que o fato da agressão psicológica ser um mais comum entre os relatos é porquê, em um mesmo caso de relação abusiva, é possível existir vários tipos de violência.

“Eu identifiquei um aumento na procura de atendimento no meu consultório com essas reclamações. Elas influenciadas pelas amigas, e ainda chegam com dúvida se estão certas, se realmente estão sendo agredidas. Às vezes, ela percebe no processo de separação que vem sendo agredida há anos ", explicou.

Segundo a advogada, mestre e doutora em Direito pela USP e professora da PUC-Campinas Fernanda Ifanger, a violência psicológica é pouco denunciada e dificilmente reconhecida, já que não se trata de algo concreto.

"Suponha que uma mulher se reconheça vítima de violência psicológica e procure uma delegacia para prestar queixa. É muito difícil comprovar a violência psicológica, pois ela não deixa marcas. Não conseguir a comprovação faz com que muitas vezes não seja aberto o boletim de ocorrência eo agressor sequer é processado ”, disse a advogada.

Luciana Graciela dos Santos sofreu uma tentativa de feminicídio em 2017. Hoje, ela conta sua história para ajudar mulheres a saírem de serviços abusivos. – Foto: Acervo pessoal

'Isso não é caso de polícia'

Ao inverter de estar "do outro lado" por conta da profissão que exerce, a psicóloga Luciana Graciela dos Santos, de 37 anos, é quem precisou de ajuda. A moradora de Hortolândia (SP) afirmou ao G1 que demorou anos para perceber que era vítima de agressão psicológica praticada pelo marido. No início, uma violência era feita de maneira velada, mas desembocou em uma tentativa de feminicídio em dezembro de 2017. Na ocasião, o companheiro foi morto por policiais que atendiam uma ocorrência no bairro.

“Eu pensava que eu não vivia um relacionamento abusivo, porque ele nunca me bateu, mas eu passei por todas as violências e o final foi ele tentar me matar. Todos os anos antes disso, eu vivi violência psicológica. A violência psicológica só vai acontecer naquilo que mais te dói. Não me importava dele falar do meu corpo, mas quando ele me chamava de burra, doía. Um abusador aprende seu ponto fraco e muda de tática conforme sua reação ”, desabafou.

A dificuldade de Luciana para identificar se estava sofrendo era afetando uma violência transformou a experiência em bagagem para ela orientar outras mulheres. "Eu falo para as minhas clientes que elas não reconhecem porque estão dentro da situação. A violência física você consegue mostrar pro outro. A violência psicológica parece que foi uma brincadeira, é uma ameaça velada. Eu ouvia policiais falarem: isso não é caso de polícia, você tem que resolver com seu marido ", completou.

A situação da psicóloga com o marido piorou às vésperas de sua apresentação no Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade, quando descobriram diversas traições. Segundo ela, em uma tentativa de tentar deixar-lo, o companheiro tentou matá-la a tiros na frente dos filhos adolescentes.

“Na mente da vítima a pessoa tem tanto poder que nada no mundo vai conseguir parar ela. Por isso, quando soube que ele morreu, teve alívio, porque ele não ia mais tirar a minha vida ", contou.

O assunto ganhou mais ganhar no último mês nas redes sociais após participar de participantes do Big Brother Brasil terem sido levantados com supostos casos de violência psicológica, como os episódios relacionados ao ator Lucas Penteado, que desistiu do programa na segunda semana.

“Com certeza pode aumentar o número de queixas. Às vezes precisa que alguém tome a frente para assumir que passou por isso para que as outras pessoas tenham coragem de se colocar. Isso mostra o impacto da sociedade. É uma reprodução de comportamento. Por isso que falamos que o Big Brother apresenta uma bandeira. Porque ele mostra algumas coisas que nos chocam, mas que são reais ", relatou Carla Béck.

A Lei Maria da Penha reconhece a violência física, sexual, patrimonial, moral e psicológica como formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Porém, ela não especifica quais crimes se encaixam em cada uma dessas violências. De acordo com Fernanda Ifanger, é preciso de uma situação concreta para tipificar uma conduta a ser julgada.

“Muitas vezes o ciclo de violência começa com a violência psicológica que persiste e culmina em uma violência física. Ser, só após a ocorrência de uma agressão física é que a mulher se percebe vítima de uma violência que já acontece há anos ”, afirmou a advogada.

Neste caso, ela explica que os crimes serão respondidos em concurso, elemento do direito penal que permite que se agrupe vários crimes que ocorreram dentro de um mesmo contexto. O caminho, segundo ela, é fazer o ficar cada vez mais em evidência para que as pessoas se conscientizem.

* Sob supervisão de Marcello Carvalho

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Fonte: Post Completo

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