escola de Campinas suspende aulas e apresenta 47 infectados

postado em 05/02/2021 20:48 / atualizado em 05/02/2021 20:54

 (crédito: Colégio Arvense / Divulgação)


(crédito: Colégio Arvense / Divulgação)

Duas escolas em Campinas (SP) suspenderam as aulas presenciais após registrar casos de covid-19 entre alunos e funcionários. A situação rendeu um pedido de esclarecimentos pelo Ministério Público de São Paulo. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) do município informa que outra escola também confirmou um caso.

Até as 15h desta sexta-feira (5/2), o Instituto Educacional Jaime Kratz registrava um total de oito alunos e 39 funcionários com diagnóstico positivo para uma infecção de coronavírus. Dois professores estão hospitalizados, ambos estáveis ​​e não alocados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A escola informou que tem prestado apoio às famílias e aos professores. A previsão é de que a suspensão das aulas presenças se estenda até 18 de fevereiro, mas pode ser alterada por algum órgão responsável. Em nota oficial, uma escola ressaltou que tem 1,3 mil alunos e que o retorno ocorreu em 25 de janeiro por meio de rodízio, sendo 35% dos alunos presentes diariamente, conforme determina o plano de São Paulo.

“A direção da escola reforça que adota todas as medidas de segurança como distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel, além da desinfecção diária da unidade escolar”, ressaltou.

Outra instituição que também fechou como porta temporariamente foi o Colégio Farroupilha, localizado em Campinas (SP). A instituição informou que as aulas presenciais, iniciadas em 26 de janeiro em formato de rodízio, foram suspensas até 14 de fevereiro devido à testagem positiva do covid-19 em uma professora e sua filha, ambas da educação infantil.

“Todos os protocolos de segurança e higiene foram e continuam sendo adotados, rigorosamente, pelo colégio”, informou por meio de nota. A Diretoria de Ensino e a Vigilância Sanitária de Campinas foram notificadas pela instituição.

Procurado, o Ministério Público de São Paulo informou que as escolas não estão no prazo para responder ao pedido de esclarecimento do promotor Rodrigo Augusto de Oliveira. Ele deu 10 dias para que as escolas deem detalhes sobre os fatos e protocolos de biossegurança adotados. Além disso, solicitou à Vigilância Sanitária que vistorie como duas escolas e envie relatório ao Ministério Público.

Departamento de Vigilância em Saúde se posiciona, mas números são diferentes

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas informa que, por meio da Vigilância em Saúde Distrital (Visa) Leste, está acompanhando as três escolas com casos suspeitos ou confirmados de covid-19. Na Jaime Kratz, há 30 profissionais e 13 alunos com diagnóstico confirmado. Vale ressaltar que os números indicados são menores que os informados pela escola nesta tarde.

"Segundo investigação da Visa, o surto na unidade teve início entre os professores, na semana anterior ao retorno das aulas, em reuniões de treinamento e planejamento em que ocorreram quebras das medidas de barreira", ressaltou. A Visa Leste continuará monitorando a escola e as medidas que ela está tomando para a contenção do surto e para o retorno seguro das aulas.

"Em relação à escola Farroupilha, no local não há surto. Foram escolhidos três casos positivos ea escola segue sendo monitorada. Nos dois primeiros casos, a investigação que houve contaminação doméstica, já que tratava de mãe (professora) e filha (aluna) , que não eram da mesma sala de aula ", acrescenta. Nesse caso, o Devisa apresenta um caso a mais do que foi levantado pela escola nesta tarde.

Sobre o Colégio Múltiplo, informa que há um caso, notificado nesta terça-feira (2/1) e investigado pela Visa Leste, que constatou que a transmissão foi domiciliar. Por enquanto, não há outras pessoas suspeitas na escola. "Todos os casos reportados são investigados e as unidades com casos suspeitos ou confirmados são monitorados por 14 dias", afirma.

Reabertura segue o Plano São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo informa que as escolas particulares estão autorizadas a iniciarem como aulas presenciais, se não houver restrição da prefeitura local. Nesta sexta-feira (2/5), Campinas (SP) passou para a fase 3, que é a amarela, do Plano São Paulo. Nas fases vermelha ou laranja, é permitida a presença de até 35% dos alunos na escola. Na fase amarela, o limite é de 70% dos estudantes e, na verde, 100%.

No entanto, existem regras de biossegurança que devem ser seguidas, como aferição de temperatura, distanciamento, higiene das mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola, uso de máscara de tecido e, para os servidores, uso também de protetor facial.

Nesta sexta-feira (2/5), o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) organizou a assembleia em que a categoria decidiu por uma greve a partir da próxima segunda segunda (2/8). Assim, 91,7% foram a favor da medida por sentidoem que não há condição de retomada presencial. Os professores da rede estadual decidiram manter o trabalho remoto.

No DF, não há nenhum caso registrado nas escolas este ano

As aulas presenciais na rede particular de ensino do DF estão liberadas desde 2020. Em 21 de setembro, os estudantes da educação infantil e do ensino fundamental 1 puderam retornar às salas de aula. O ensino fundamental 2, em 19 de outubro. E o ensino médio e profissionalizante, em 26 de outubro.

Um presidente faz Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF), Ana Elisa Dumont, informou que não há casos de contaminações registrados nas escolas este ano. Além disso, ressaltou que a notificação dos casos vai para a Secretaria de Saúde. Procurada, a pasta afirmou que não foram notificados casos de contaminação em escolas do DF no ano letivo de 2021.

A presidente do Sinepe, Ana Elisa Dumont, conta que protocolo do Sinepe tem regras para aparição de casos de covid-19 nas escolas
A presidente do Sinepe, Ana Elisa Dumont, conta que protocolo do Sinepe tem regras para aparição de casos de covid-19 nas escolas
(foto: Arquivo pessoal)

O protocolo diz que você deve afastar tanto o aluno que teve contato com (um caso positivo para) o vírus quanto o que testou positivo para o vírus. Se ele foi à escola, é preciso fazer o isolamento das pessoas que tiveram contato com esse aluno para observar se os sintomas ou não ”, afirma Ana Elisa.

Um presidente faz Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), Karina Barbosa, afirmou, por meio de nota, que a entidade tem visitado as escolas e fiscalizado o cumprimento dos protocolos de segurança.

“A ação judicial com os protocolos venceu em dezembro de 2020, entretanto, o sindicato acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) que designou audiência entre Sinproep, Sinepe e GDF (Governo do Distrito Federal) para manter os protocolos já acordados”, ressaltou .

Na quarta-feira (3/2), ocorreu a primeira audiência e será publicada em 24 de fevereiro. “O Sinproep continua com o disque-denúncia, e os casos que estão chegando, estamos notificando e solicitando o afastamento dos professores. Garantindo também, junto ao MPT, o afastamento dos professores que são do grupo de risco ”, afirmou. Para denunciar irregularidades, o número é (61) 3321-0042.

A Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) do Distrito Federal também tem realizado ações de fiscalização em instituições todo o DF para verificar como medidas de prevenção à covid-19. Procurado, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) ressaltou que cumpre os impactos da pandemia no sistema de educação do DF e que, após o retorno presencial nas escolas particulares, ainda em 2020, requisitou ao DF Legal a vistoria dos jurados educacionais para avaliar os protocolos elaborados pelas autoridades sanitárias.

* Estagiário sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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Fonte: Post Completo

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