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Caixas de Gordura em Campinas

Caixa de gordura, limpeza constante
Limpar a cada seis meses e seguir as recomendações de tamanho e capacidade garantem o bom funcionamento da caixa de gordura – sistema de apoio ao esgoto doméstico. Veja a reportagem de Carlos Coelho com o técnico da Sanepar Nelson Mori.

Elas são fundamentais para o bom funcionamento do esgoto de sua casa, mas desde que passem por manutenção constante. Segundo especialistas em limpeza, as caixas de gordura residenciais precisam ser limpas a cada seis meses para evitar problemas como entupimento dos canos, mau cheiro, escoamento lento da água da pia e invasão de pragas urbanas (baratas e ratos, por exemplo). Além da manutenção, construí-las dentro das definições especificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é fator importante para a eficiência do sistema.
Ainda uma ilustre desconhecida para muitos proprietários de imóveis, a caixa de gordura é uma estrutura retangular ou cilíndrica, feita de diversos materiais e instalada geralmente na parte externa da casa, que recebe a água da pia da cozinha antes de seguir para a rede pública de esgoto. Seu papel é reter a gordura e outros dejetos sólidos, deixando apenas a água passar para o encanamento da rua. Embora não seja obrigatória em Curitiba, ela é recomendada. A gordura tende a entupir os canos, causando a volta da água suja pelos ralos e, em época de chuva, o alagamento de ruas.
Porém, para o funcionamento correto, o técnico em tratamento da água da Sanepar Nelson Mori explica: não basta ter a caixa, é preciso sempre limpá-la. “Se o morador não fizer a manutenção constante, existe o risco do entupimento, fazendo a gordura voltar pela tubulação interna. Isso causa sujeira, mau cheiro e sérios riscos à saúde”, alerta.
Para o profissional, a limpeza ideal em caixas de residências normais deve ser feita a cada seis meses. “Em imóveis que lidam com refeições, como lanchonetes e restaurantes, a limpeza deve ser quase diária”, aponta.
Para essa manutenção, comenta Mori, o proprietário pode realizar o serviço sozinho, abrindo a caixa e retirando os dejetos, ou então optar pela contratação de uma empresa – como as desentupidoras e limpa-fossas. Caso opte pelos profissionais especializados, o morador deverá desembolsar, em média, R$ 100, de acordo com cinco empresas consultadas pela reportagem. “É um serviço rápido na maioria das vezes, realizado em menos de uma hora”, comenta o técnico em limpeza Maurílio dos Santos, da Desentupidora.
Regularização
Nas residências curitibanas, não existe a obrigatoriedade por lei da instalação de uma caixa de gordura. Esse é o grande motivo para boa parte dos imóveis não a possuírem, afirma o técnico da Sanepar. Nas casas que já contam com o sistema, Mori informa que é comum encontrar irregularidades. Para que a caixa seja eficiente, ela precisa seguir as características recomendadas pela norma brasileira 8160, da ABNT.
Entre as disposições da normativa, estão os tamanhos mínimos e capacidade do sistema. Nas residências comuns (com uma ou duas cozinhas), a caixa precisa ter capacidade de, no mínimo, 18 litros. Além disso, a norma estabelece que deve ser feita em formato retangular ou cilíndrico. Nos edifícios, o mais comum é uma única caixa de gordura para todos os apartamentos. A capacidade mínima recomendada varia de acordo com o número de apartamentos.
A NBR 8160 não estabelece, no entanto, qual o tipo de material que deve ser feita a caixa. A escolha fica a cargo do proprietário do imóvel. Segundo as normas, a estrutura deve apenas ser resistente, construída em local ventilado e de fácil acesso e com boas condições de vedação – para evitar contato com insetos e roedores. Entre as opções encontradas no mercado estão a alvenaria comum, PVC e polietileno. “Todos os materiais são bons, mas o PVC tem destaque. Ele evita a infiltração dos dejetos no solo, algo que pode ocorrer com a alvenaria”, diz Mori.

Publicado em 29/03/2009 | Carlos Coelho Gazeta do Povo

 

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